Afinal onde anda a crise em Portugal?
Clubes portugueses são os que mais pagam por reforço
Contratações internacionais custam, em média, 2,8 milhões de euros.
Os clubes portugueses foram
aqueles que mais gastaram para contratar um jogador, no primeiro
semestre de 2012. Em média,
cada reforço recrutado além-fronteiras pelos
emblemas lusos custou 3,4 milhões de dólares (cerca de 2,8 milhões de
euros).
Esta
é uma das conclusões avançadas nesta
segunda-feira pela FIFA, com base no novo sistema de controle de
transferências internacionais
(TMS). Os dados confirma os efeitos da crise,
que têm sido notados, de resto, no atual defeso.
Entre 1 de
Janeiro
e 30 de Junho de 2012 registaram-se 4973
transferências internacionais, o que representa uma quebra de nove por
cento em relação
ao mesmo período do ano anterior. Se tivermos em
conta as verbas envolvidas, então a redução é de 34 por cento (menos
294
milhões de dólares).
Com os orçamentos
mais reduzidos, os clubes apostam sobretudo em jogadores a «custo zero»,
um
mercado que representa 72 por cento do total.
Junte-se a isto os oito por cento correspondentes a jogadores que
regressaram
de empréstimos.
Portugal foi, recorde-se, o país que mais gastou em média por cada jogador, ainda que no valor total
o primeiro lugar seja da Rússia, com um investimento de 64,4 milhões de dólares.
Os
emblemas lusos gastaram 24 milhões
de dólares em jogadores (perto de 20 milhões de
euros), e receberam apenas 12,4 (cerca de 10,2). Os números comprovam
ainda
que o futebol português é sobretudo exportador:
156 jogadores foram para o estrangeiro, número que apenas três países
superam
(Brasil, Inglaterra e Argentina), sendo que as
contratações foram apenas 61, o que equivale ao 18º registo.
O
Brasil
foi, de longe, o país que registou mais
movimentações de jogadores no primeiro semestre deste ano: 478 entradas e
230 saídas.
A Inglaterra surge no segundo lugar, mas tem
menos de metade (326, no total).
FONTE: Maisfutebol